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Lucas Headquarters #40 – STARDOM: Empresa a ter debaixo de olho

 

Ora então boas tardes, comadres e compadres? Como é que isso vai? Sejam bem-vindos a mais uma edição do “Lucas Headquarters” aqui no WrestlingNotícias! Porra, que o Verão teimou em cá chegar, mas quando chega, parece o Inferno a cair todo sobre a terra…


Como já se devem ter apercebido pelo título, a edição de hoje será um tanto quanto… diferente. 


Não é que seja substancialmente diferente das outras 39, o modelo, a opinião, o sarcasmo típico deste simplório do Alentejo, essa trindade dos Headquarters permanece intocável. Mas o que vos trago aqui hoje não é, por si só, uma crítica ou um elogio. É antes uma recomendação, mais ao estilo de conselho de amigo, se assim quisermos.


Para quem só agora começou a acompanhar este artigo e não conhece a minha postura no wrestling (relativamente aos shows que tento acompanhar) digo que gostava de conseguir acompanhar o máximo de empresas possível, até para poder ter mais conteúdo para vos trazer.


Mas acontece que a minha vida pessoal é bastante preenchida por natureza, embora agora com a pandemia esse preenchimento tenha… estagnado, vá. Infelizmente isso deve-se a uma série de fatores completamente alheios a mim que não vale a pena serem mencionados.


Isto para dizer que se a minha vida fosse completamente normal, eu provavelmente teria tempo que chega e que sobra para acompanhar tudo o que é wrestling, mas infelizmente não é esse o caso e a única coisa para o qual me sobra tempo é para acompanhar WWE e AEW, que tendo em conta as circunstâncias já considero bastante bom.


No entanto, como fã e analista (muito pouco colorido) desta modalidade, tenho sempre o desejo de querer acompanhar sempre mais, de me expandir para além dos limites “impostos” por Vince McMahon e Tony Khan. 


E acontece que, a partir do momento em que começámos a publicar aqui streams de outras empresas… menos conhecidas (à falta de melhor termo) decidi dar uma hipótese e começar a acompanhar o trabalho da World Wonder Ring Stardom, empresa de wrestling sediada nas terras do sol nascente (Japão).



Uma introdução geral

Para quem nunca ouviu falar ou não acompanha assim tão regularmente o trabalho desta empresa, a World Wonder Ring Stardom (ou Stardom, simplesmente) é uma empresa que trabalha unicamente na área do joshi wrestling, isto é, é uma empresa 100% dedicada ao wrestling feminino, assumindo-se como a principal empresa de joshi wrestling do Japão e uma das maiores empresas do mundo nessa área.


Só para vocês terem uma ideia do quão importante é o papel da Stardom na revelação e produção de talentos, desta empresa saíram para a WWE nomes como Kairi Sane (vencedora do primeiro Mae Young Classic, ex-NXT Women’s Champion, ex-Women’s Tag Team Champion e atual embaixadora da empresa no Japão) e também Io Shirai, considerada uma das grandes wrestlers da história recente da Stardom, que é ex-NXT Champion, atual NXT Women’s Tag Team Champion e finalista vencida da segunda edição do MYC, ganha por Toni Storm.



A Stardom conta atualmente com sete títulos ativos, sendo o mais importante o World of Stardom Championship (detido atualmente por Utami Hayashishita), mas merecendo igual destaque os seguintes títulos: 


Wonder of Stardom Championship (cuja atual campeã é Tam Nakano);


Future of Stardom Championship, destinado para as joshi wrestlers abaixo dos 20 anos (ou com menos de dois anos de experiência na modalidade) e cuja atual detentora é Mina Shirakawa.






À semelhança da sua congénere New Japan Pro Wrestling, a Stardom realiza uma grande variedade de torneios, a saber: 5 Star Grand Prix, Cinderella Tournament, Goddesses of Stardom Tag League e o Rookie of Stardom, onde apenas combatem as wrestlers que se estrearam durante o ano em que o torneio tem lugar.


Passada que está a introdução geral a esta empresa (sobre a qual podia ter dito muito mais, mas não quero que vocês levem três Natais a ler isto), vamos diretos ao assunto: 


Porquê acompanhar Stardom?


(antes de mais nada, dizer que, como é normal, vai demorar um bocadinho até vocês entrarem no ritmo da coisa e reconhecerem todas as joshi wrestlers, porque o roster é algo extenso, mas de grande valia).


Pela qualidade dos combates




Para vocês terem uma noção acerca deste parâmetro da qualidade, proponho-vos um pequeno e simples exercício: Vejam um combate feminino da WWE (de preferência do Main Roster), e depois vejam um combate da Stardom e vão ver como a diferença de qualidade é gritante.


A forma como as histórias são contadas nos combates da Stardom é, talvez, second to none, porque sendo os combates feitos dentro de um tempo limite (geralmente de 20 minutos, à semelhança da AEW), geralmente são decididos muito perto desse tempo limite, o que aumenta a dose de suspense e, por conseguinte, a qualidade da ação.


E depois vem aquilo que me chamou mais a atenção: O orgulho e respeito que eles têm pelas wrestlers. 


Eu estive a ver na semana que passou o Yokohama Dream Cinderella 2021 in Summer e o que me chamou a atenção foi a reação da Saya Kamitani depois de ter perdido para Tam Nakano (no combate pelo Wonder of Stardom Title) e a preocupação da Utami Hayashishita depois da terrível lesão contraída pela Natsuko Tora, que obrigou o árbitro a dar por terminado o combate pelo World of Stardom Title Match.


O povo japonês já é bastante respeitador por natureza, mas normalmente esse detalhe costuma passar ao lado do fã europeu, pelo que ver tanta demonstração de paixão e respeito pelo adversário mesmo num evento pré-determinado é uma verdadeira lufada de ar fresco.


Esforço para evitar a estagnação



Como já aqui disse, a Stardom organiza, à semelhança da NJPW, torneios que são disputados pelas wrestlers. No entanto, convém dizer que a empresa não faz isto apenas pelo entretenimento, ou sequer para preencher dias num calendário. A Stardom organiza torneios para apurar novas candidatas aos títulos e criar novas feuds, evitando assim a estagnação do roster.


Destaque para o 5-Star Grand Prix, que dá a vencedora uma oportunidade pelo World of Stardom Title e que é disputado no formato round-robin, isto é, todos contra todos sob um sistema de pontos (à semelhança do que acontece nos campeonatos de futebol). 


Mas talvez o mais inusitado a destacar aqui seja o Cinderella Tournament. E porquê esse nome? Porque a vencedora desse torneio tem direito a realizar um desejo à escolha, não importa qual: Um combate pelo título, um grudge match… O que quer que seja, a vencedora terá esse desejo realizado.


Excelentes perspetivas de futuro




Por último, mas não menos importante, destacar as excelentes perspetivas de futuro que se avizinham para muitas das wrestlers que compõem o roster. 


Eu não sei se vocês sabem – também só me apercebi disto quando estava a ver o PPV – mas grande parte das wrestlers da Stardom têm menos de 30 anos, e outra parte considerável está ainda no que se pode chamar de early-to-mid 20’s, o que lhes dá ainda bastante tempo para melhorarem, consolidarem as skills e, se for preciso, reinventarem-se.


E o melhor é que a própria empresa como um todo também tem uma excelente perspetiva de futuro, isto porque tem uma história muito recente (começou a sua atividade em 2011) mas já exportou para as grandes empresas do wrestling americano algumas das melhores joshi wrestlers da atualidade, o que lhe dá também bastante reputação e fama.





E vocês, pensam começar a acompanhar o trabalho da Stardom? Se já o fazem, o que destacam de positivo e negativo na companhia?


E assim termina mais uma edição dos "Lucas Headquarters"! Não se esqueçam de passar na página do WN, dizer na caixinha aí de baixo se gostavam ou não que eu trouxesse mais conteúdo sobre a Stardom aqui para o artigo, e se tudo correr bem cá estarei na próxima semana para mais uma edição.


Peace and love meus amigos, e até para a semana!


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