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Lucas Headquarters #226 - Caras Novas na AEW: Mas e Killer Kelly?


Ora então boas tardes, comadres e compadres!! Como estão? Sejam bem-vindos a mais uma edição de “Lucas Headquarters” aqui no WrestlingNotícias!!


Antes de mais, e porque existe mais vida para além do wrestling, cumpre-me deixar uma palavrinha, que julgo ser oportuna nesta altura. E não, não vos vou maçar com alterações climáticas nem nada desse género – muito embora tanto eu como vocês já tenhamos percebido que o que se tem passado e continua a passar-se nos últimos dias é uma consequência visível deste fenómeno que nos vai continuar a trazer mais situações deste género.


Mas queria, sobretudo, deixar uma palavrinha a tantos quantos foram, estão a ser e ainda serão afetados pelos efeitos deste comboio de tempestades e desta reunião familiar pouco abonatória que, em poucos dias, nos trouxe Kristin, Leonardo e Marta. Não nos adiantará muito pensar naquilo que deveria ter sido feito antes destas coisas acontecerem, acho que, muito embora conseguíssemos prever que fenómenos destes passariam a acontecer muito mais frequentemente – cá está, efeitos das alterações climáticas – nós nunca conseguiríamos prever quando e como é que este tipo de ocorrências aconteceriam.


Podemos, e devemos, usar isto como veículo de união num país que, muitas vezes, se divide por pequenos nadas (e não, não estou a dizer isto porque hoje é dia de eleições, estejam lá descansados que eu não venho para aqui falar de política e nunca seria esse o objetivo). Podemos olhar para isto, decidir ir ao supermercado e despender um pouco do nosso tempo e dinheiro para ajudar todos aqueles que sofrem com isto (tenho amigos que já o fizeram).


Podemos, e devemos, expressar a nossa solidariedade para com todos aqueles que, indiretamente, também sofrem com os efeitos destas tempestades, porque nem sempre quem sofre com isto são apenas aqueles que vivem estes avisos inexoráveis da natureza na primeira pessoa. Existem famílias, pais, mães, tios, sobrinhos, primos, avós – e também amigos e conhecidos - que sofrem ao longe, na impotência, no silêncio, sem saber como ajudar.


E sobretudo podemos e devemos aprender com este tipo de tragédias. E quando falo em aprender não falo daquilo que está nos livros – porque aquilo que está nos livros é um conhecimento que, muitas vezes, já trazemos para estas catástrofes – mas falo, acima de tudo, em aprender a valorizar as pequenas coisas que temos de bom, como por exemplo este modo de vida mais moderno que fomos criando. E porquê, perguntam vocês?


Porque este nosso modo de vida, embora moderno, tecnológico, futurista, é muito, muito frágil. Basta um corte natural de energia e ficamos isolados, sem internet, sem comunicações, e completamente parados no tempo. Eu por mim falo: Nesta sexta-feira passada estive duas horas sem luz devido aos efeitos da tempestade Marta e só aí é que dei por mim a pensar naquilo que passam as populações de Leiria e Alcácer do Sal neste momento.


Por último, mas não menos importante, e por ser uma população geograficamente mais próxima e situada nesse Alentejo em que nasci e cresci, na esperança de que possam continuar a combater o bom combate, em união, contra estes fenómenos da natureza como têm feito até aqui. A forma como têm enfrentado estas catástrofes é um exemplo.


Agora sim, passada a parte mais séria da edição desta semana, vamos ao que nos traz aqui hoje, até porque todos precisamos de espairecer um pouco.


Eu sei que o mercado de transferências no futebol fechou à poucos dias, mas no que toca ao wrestling, parece que só agora é que o corrupio se iniciou. No que diz respeito a este nosso pequeno mundo, não há uma data estabelecida para as trocas de wrestlers entre empresas, e isso – acho que todos concordam comigo – torna tudo muito mais surpreendente, e alimenta o permanente suspense que contribui para os níveis de entretenimento que o wrestling tem de ter para cumprir a sua missão.


Nos últimos dias a AEW fechou várias contratações – algumas delas foram anunciadas muito recentemente. Já vamos ver quais são essas contratações (muito embora já todos saibam quais são), mas há aqui outra coisa que me está a intrigar pela positiva, e explico-vos porquê.



Estas contratações que a AEW fez não são umas contratações quaisquer. E sim, estou a dizer isto à boca cheia, como se um par de vitórias fosse suficiente para aferir o que é que elas podem trazer à empresa – às vezes é, às vezes não, tudo dependerá, também, das circunstâncias.

Mas a razão pela qual vos digo que estas contratações não são umas contratações quaisquer é porque podem – e muito provavelmente vão – produzir um efeito dominó. Se não for a curto, será a médio prazo definitivamente. Porque muitas das carreiras destes reforços da All Elite estão profundamente interligadas com as carreiras de outros wrestlers de outras empresas – e, até, com as suas vidas pessoais.


Eu não creio que Tony Khan terá feito estas contratações com a intenção de provocar uma espécie de “abanão” no mundo do wrestling – acho que os bilionários que estão por detrás das empresas têm mais que fazer do que prestar atenção a esses pormenores que, na cabeça deles, são perfeitamente insignificantes.


Também não creio que estas contratações tenham sido feitas com a intenção de “tapar o buraco” deixado pela partida de Powerhouse Hobbs (nka Royce Keys) para a WWE. Para já porque a AEW contratou, ao todo, quatro wrestlers (e com estilos diametralmente diferentes daquele pelo qual Powerhouse Hobbs é conhecido), e depois porque o próprio Hobbs sempre passou um pouco ao lado da companhia: O único período em que obteve razoável destaque veio aquando da parceria que teve com Ricky Starks, agora também ele parte da WWE como Ricky Saints.




Tommaso Ciampa: Restaurar o tempo perdido



Antes de mais, peço-vos que não se deixem enganar por este subtítulo, até porque nem todo o tempo em que Tommaso Ciampa esteve na WWE foi em vão, muito embora esta estadia no SmackDown tenha sido definitivamente menos brilhante.


Mas toda a gente se lembrará – com uma boa dose de nostalgia, estou certo – do Tommaso Ciampa que, no final da década passada, entrou pelos nossos ecrãs adentro como parte do roster do NXT, isto na fase em que a brand amarela era a melhor coisa que existia, não só na WWE como em todo o mundo do wrestling.


Claro que a isso muito ajudou a bestial concentração de talentos que o NXT tinha naquela altura e a visão de futuro de Triple H que, inexplicavelmente (ou talvez não) se parece ter perdido. Aleister Black, Johnny Gargano, Velveteen Dream (como é possível que não nos lembremos dele?), Andrade, Adam Cole e outros tantos que tornaram o NXT em algo absolutamente imperdível. Mas houve ali um breve período em que Tommaso Ciampa dominou a cena, a seguir à traição a Johnny Gargano, que culminou com o seu reinado como NXT Champion e o pináculo de uma gimmick de silent heel psicopata, em que a sua theme song eram apenas… os apupos do público.

 



Depois disso, uma estadia no Main Roster em que passou grande parte do tempo a tentar reviver os tempos áureos dos DIY. Nada contra, era isso que o público pedia há muito. Mas se há coisa que essa estadia no Main Roster do Tommaso nos ensinou é que há coisas que são tão perfeitas, tão perfeitas, tão perfeitas... que é mesmo melhor que fiquem no passado. É que até a Candice LeRae estava acima do Ciampa na hierarquia dos DIY!! Até a Candice LeRae!! Com todo o respeito porque é a esposa do Gargano, mas porra… antes da Candice e do Gargano darem o nó, já o nosso coração se tinha casado e trocado juras de amor com aquela dupla!! Já tínhamos prometido ao Ciampa e ao Gargano que era até que a morte nos separasse!! Por isso é que a separação nos doeu quase tanto como o divórcio da Angelina Jolie e do Brad Pitt. É que os DIY eram a nossa Brangelina!!


Mas enfim, parece que o Ciampa lá chegou à AEW e até já ouvi dizer que se tornou TNT Champion logo no primeiro Collision. Muitos usarão o clássico argumento de que é uma chapada de luva branca em todo o roster da AEW que lutou para ter uma oportunidade pelo título – e pode até ser verdade. Outros dirão que é Tony Khan a mostrar ao mundo o que perdeu a WWE. Neste caso têm ambos razão.


The Rascalz


Muitos conhecerão este grupelho por The Rascalz, outros por MSK – o nome que usaram quando estiveram na WWE. Este grupelho – que conta com os ex-WWE Nash Carter e Wes Lee (duas vezes NXT Tag Team Champions) não contará de certeza com Trey Miguel, que anunciou que iria partir para uma pausa no wrestling.


Relativamente aos Rascalz, tenho um entendimento relativamente diferente comparado com Tommaso Ciampa. Wes Lee e Nash Carter nunca atingiram o seu potencial na WWE, e o grupo sempre pareceu incompleto sem Myron Reed e Trey Miguel. Numa AEW que parece estar a apostar cada vez mais numa dinâmica de pequenos grupos (basta ver as stables que temos na Divisão Feminina), a contratação dos The Rascalz ajusta-se e justifica-se. Não vamos ter Trey Miguel, mas pelo menos vamos ter uma stable que vai, finalmente, recuperar a sua identidade após anos menos brilhantes na WWE.


Então… E Killer Kelly?




Quando ouvi falar na contratação dos Rascalz houve um nome que me veio logo à cabeça: Raquel Lourenço, Killer Kelly para os amigos. À partida, Killer Kelly nada teria a ver com os The Rascalz… mas tem, e muito. A portuguesa é a esposa de Myron Reed, o que seria desde logo suficiente para lançar a pergunta para queijinho: Será que Killer Kelly estará a caminho da AEW?


Olhando para as circunstâncias e para os recentes acontecimentos, eu diria que é bastante possível. Para além de ser a esposa de Myron Reed, Kelly é nesta altura uma free agent, depois de quatro anos muito bem sucedidos na TNA, isto após uma passagem pouco brilhante na WWE, onde fez parte do NXT UK.


Nestes quatro anos, o destaque de Kelly cresceu imenso, pese embora apenas tenha sido duas vezes TNA Knockouts Tag Team Champion ao lado de Masha Slamovich. Apesar do parco palmarés com que sai da empresa, a verdade é que Raquel evoluiu imenso, tendo partilhado ringue com, para além de Slamovich, nomes como Tasha Steelz, Rosemary, Taya Valkyrie e Lei Ying Lee.




Para além disso, Raquel está à beira dos 34 anos, o que significa que, muito provavelmente, o tempo para aproveitar as grandes oportunidades poderá já não ser muito. A Raquel que sai destes quatro anos é uma Raquel mais madura e mais consciente do seu papel na indústria, pelo que um contrato com a AEW seria uma merecida recompensa (e um orgulho para Portugal também!!).

 

E vocês, o que acham destas contratações da AEW? Acham que terão sucesso?


E assim termina mais uma edição de “Lucas Headquarters”! Não se esqueçam de passar pelo site, pelas redes sociais, deixem a vossa opinião aí em baixo… o costume. Para a semana cá estarei com mais um artigo!!

 

Peace and love, até ao meu regresso!!

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