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Lucas Headquarters #44 – Missão: (Revolucionar) o Pro Wrestling

 

Ora então boas tardes, minhas comadres e meus compadres que há tanto tempo ansiavam pela minha “segunda vinda” (e em boa verdade, se me soltarem o cabelo fico a parecer um Cristo)… Sejam bem-vindos a mais um “Lucas Headquarters” aqui no WrestlingNotícias, naquela que é a primeira edição em cinco (!) meses.


Com certeza que já se perguntaram o porquê de tão prolongada pausa. As razões são simples: Ao longo destes últimos cinco meses tentei mudar a forma como consumo wrestling e virar a minha atenção para o indie wrestling, de forma a trazer até aqui empresas com as quais vocês não estão tão familiarizados e despertar a vossa curiosidade em relação a essas empresas (uma tendência que tentei iniciar com a edição passada).


A segunda razão teve muito mais peso: A minha vida profissional deu uma volta de 180º e passei o fim do Verão a tratar de papelada na expectativa de entrar num estágio, expectativa essa que em Outubro se tornou realidade. Por desconhecimento da minha rotina profissional, vi-me obrigado a suspender as publicações por aqui, estando pronto para voltar à carga nesta fase do campeonato.


Satisfações à parte, nesta quadragésima quarta edição quero dar continuidade à tendência que iniciei quando em Julho vos falei do 5-Star Grand Prix da STARDOM. Por essa razão, trago-vos hoje uma perspetiva sobre uma empresa que tem como missão revolucionar esta modalidade: A Mission Pro Wrestling.




A Mission Pro Wrestling é uma empresa que partilha muitas semelhanças com a STARDOM, no sentido em que tanto o foco da empresa japonesa como o da sua congénere americana é o wrestling feminino (joshi wrestling em japonês). No entanto, enquanto que a STARDOM já leva cerca de uma década de existência, a Mission Pro Wrestling leva pouco mais de dois anos, sendo uma contemporânea menos divulgada da All Elite Wrestling, se assim se pode dizer.


O engraçado no caso da MPW é que a própria empresa não nasce da vontade de nenhum empresário bilionário em explorar o mercado do wrestling, nem tão pouco da vontade de algum consórcio em implantar-se na modalidade. Se tivéssemos que dar um epíteto à MPW, poderíamos dizer com alguma propriedade que esta é uma empresa um pouco “soviética”, pois a ideia da sua criação nasce da experiência de uma wrestler em atividade.



Essa wrestler é nada mais nada menos do que Thunder Rosa, que já não é de todo estranha aqui nos Headquarters. Aos 36 anos, o capital de experiência que esta wrestler mexicana adquiriu ao longo de uma ilustre carreira permitiu-lhe explorar a ideia de ser ela própria a reunir à sua volta um bom capital de wrestlers, ao mesmo tempo que garante que já terá com que se entreter quando deixar os ringues e que o futuro do wrestling feminino não fica esquecido.





Muitos desses nomes podem soar desconhecidos para a maioria dos fãs, como é o caso das MPW Tag Team Champions, The Renegade Twins (Charlette e Robyn Renegade) ou da MPW Champion, Holidead. No entanto, falar de Mission Pro Wrestling é falar também de Zeda Zhang (lembram-se de a ver no primeiro Mae Young Classic?), Madi Wrenkowski ou Laynie Luck.







Considero que, numa altura em que muitos se queixam que o público no wrestling está “morto” (talvez devido à grande quantidade de spoilers sobre os eventos que enchem as redes sociais e tiram a expectativa ao próprio show), a melhor arma que a MPW tem neste momento é precisamente essa: A interação com o público. Porque, se formos a ver, a MPW não é uma empresa que encha arenas em todo o território americano, não é uma empresa que fature milhões e milhões de dólares em vendas de bilhetes ou em merchandising. Mas – e reparem bem nisto – é uma empresa com um modelo muito mais “puro” de interação.

 


Isto porque, se contarmos o público total que vai assistir a um show da MPW (como o Sea to Shining Sea ou o Silver Bells) facilmente nos daremos conta que não ultrapassará as 100-150 pessoas em números concretos. Por outro lado, estar a 10-20 metros do centro de toda a ação e, na esmagadora maioria das vezes, poder interagir com os wrestlers de uma forma que se calhar não era possível na WWE ou na AEW é, para muitos, um sonho que facilmente se torna realidade, e também a experiência mais valiosa que o wrestling pode oferecer.



Já conheciam a Mission Pro Wrestling? Quem acham que tem mais potencial dentro da empresa?

E assim termina mais uma edição dos "Lucas Headquarters" aqui no WrestlingNotícias! Não se esqueçam de passar pelo nosso site, deixem as vossas opiniões na caixa dos comentários e para a semana cá nos encontraremos para mais uma edição, em pleno dia de Natal!

Peace and love malta fixe, até ao meu regresso!




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