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Lucas Headquarters #39 – Eva Marie e uma WWE que é inteligente, mas que se faz de parva


 

Ora então boas tardes, comadres e compadres! Como estão? Bem-vindos sejam a mais uma edição dos “Lucas Headquarters” aqui no cantinho do costume, a primeira em sensivelmente um mês. 


E eu sei que tinha prometido tentar voltar mais cedo, mas infelizmente durante as últimas semanas a minha saúde mental tem deixado um pouco a desejar, e então fui obrigado a ausentar-me sem grande barulho para poder reorganizar pensamentos e dar conta da ansiedade que me vem assombrando há já uma vasta conta de meses.


Mas desenganem-se aqueles que pensarem que lá por ter estado em silêncio que não andei minimamente atento ao que se passa no nosso pequeno mundinho do wrestling, pelo contrário!


Durante estas duas, três semanas em que me ausentei tive a oportunidade de (re)ver com mais atenção o regresso da infame Eva Marie e de ler um conjunto de opiniões sobre este retorno que revoltou muita gente, sobretudo porque se deu após uma onda de despedimentos que afetou wrestlers com muito mais skills e potencial (e sobre a qual já falei na edição anterior).


À medida que fui vendo e revendo os segmentos e os combates onde este último recurso em caso de apocalipse zombie aparece e depois de ter lido e auscultado algumas opiniões, percebi com uma certa naturalidade que os pontos de vista sobre Eva Marie se mantém mais ou menos intactos. 


Constatei também que fazer regressar Eva Marie é voltar à malograda era das Divas, onde looks sensuais e vozes sedutoras importavam mais do que ring skills e o carisma que é necessário para vingar nesta arte que é o wrestling.




E sejamos honestos, frontais e objetivos: Por muitos acidentes (de viação ou de menstruação, como quiserem) que as curvas da Eva Marie possam causar, acho que falo em nome de todos os fãs de wrestling quando digo que ela não sabe lutar a ponta de um chavelho (se me permitem a expressão).


E é por isso que contratá-la é voltar a uma era que é preferível esquecer, sobretudo depois de seis anos de grande progresso onde as mulheres conquistaram o direito a, por exemplo, serem a atração principal dos grandes PPV ou darem cabo umas das outras durante 20-30 em estipulações talhadas para homens, algo que nos tempos em que supostas wrestlers como a Eva proliferavam na indústria era considerado praticamente impossível.


Só que desta vez, por incrível que pareça, a WWE arranjou forma de fazer valer Eva Marie sem ter que correr o risco de levar com os apupos e com os cânticos de “Eva can’t wrestle!” e demais derivados. E sim, isto pode parecer mentira, mas pela segunda vez em menos de um ano, a empresa, na pessoa dos seus responsáveis, USOU A CABEÇA E A INTELIGÊNCIA, já viram isto?


(só para que conste, a primeira vez foi tornar o Roman Reigns numa espécie de mafioso badass ao estilo “O Padrinho”, algo que, como se pode ver, cai que nem ginjas na personalidade dele).




E sim, melhor do que ver a Eva Marie a manager era nem sequer ver a Eva Marie no meu ecrã. 

E sim, a WWE pôs o pé na argola ao trocar uma Ruby Riott por uma última bolacha de pacote com cabelo pintado de cor-de-rosa e lábios cheios de gloss comprado na Sephora. 


Mas, se formos a ver bem, Eva Marie como manager heel resulta não só no sentido de não termos que ver as suas poucas skills em ação, como também pode ajudar a elevar talentos.


E é aqui que entra Piper Niven. Ou melhor, Doudrop. Sim, porque chamar Franky Monet à Taya Valkyrie não era uma mudança suficientemente drástica.




Para quem não conhece ou não está muito por dentro do assunto, Piper Niven (continuemos, pelo menos nesta edição, a chamá-la assim) é uma wrestler que surge como uma das participantes da primeira edição do Mae Young Classic vencida por Kairi Sane. A participação dela no dito torneio até não foi má, mas o facto é que esta só haveria de ingressar em definitivo na empresa cerca de dois anos depois, para fazer parte do NXT UK, onde até foi dos nomes mais interessantes e consistentes.




Esta parceria, na minha opinião, pode resultar no sentido em que aproveitando a WWE as qualidades de Eva Marie enquanto manager, poderá também tirar partido do físico quase impenetrável de Piper Niven, já que Vince McMahon gosta de ver gente caparruda a lutar no meio do ringue. 


Se a WWE conseguir fazer tudo da maneira correta, um push para Niven poderá não só ser benéfico para a própria wrestler escocesa, como poderá lançar definitivamente a Eva no papel de manager, não sendo assim necessário recorrer ao papel de wrestler e não ficando a própria Eva tão mal vista quanto isso.




Agora, para a coisa ter sucesso, a empresa não pode optar por juntar ambos os ativos e separá-los quinze dias depois, que é o que me parece que vai acontecer muito em breve, sobretudo pela forma como as coisas correram no último RAW e tendo em conta alguns maneirismos desta “nova versão” da Eva Marie.




Ah, e mais uma coisa: Não caiam outra vez no erro de se referirem a certos parceiros de wrestlers (sobretudo heels) como “amigos mistério”. Parecendo que isso pode aumentar o interesse, tem exatamente o efeito contrário, porque normalmente são caras conhecidas e ficamos com a impressão de que o “amigo mistério” não tem, na verdade, interesse nenhum.


E vocês, acham que fazer voltar Eva Marie no papel de manager foi uma boa jogada da WWE, já que não foi possível não a ter trazido de volta?


E assim termina mais uma edição dos “Lucas Headquarters”! Não se esqueçam de passar pela página do WN, deixar os vossos comentários na caixinha aí de baixo, e para a semana, se tudo correr bem, cá estarei com mais uma edição.


Peace and love malta, até Sábado!


 





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