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Lucas Headquarters #33 – Período (Pós)-Wrestlemania: Caixa de Surpresas?

 

“It’s the most wonderful time of the year
With the kids jingle-belling and everyone telling you
“Be of good cheer!”
It’s the most wonderful time of the yeeeeeeear!”

Não. Não ando a contar os dias para o Natal. Bem que o podia fazer, mas esta quadra da conhecida canção natalícia de Andy Williams aplica-se noutro contexto igualmente maravilhoso.

Ora boas tardes, comadres e compadres! Como estão? Bem-vindos sejam a mais um “Lucas Headquarters” aqui no WrestlingNotícias! Finalmente! Finalmente, finalmente, finalmente!

Foram meses a especular vencedores dos Royal Rumble Matches, foram semanas e semanas a trabalhar arduamente para fazer um fantasy booking melhor do que qualquer escritor da equipa criativa da WWE (não é tarefa difícil), mas tudo valeu a pena, porque chegamos ao clímax de um ano no mundo do wrestling

Demos entrada na “Semana Santa” do calendário desta modalidade: Estamos em plena semana de Wrestlemania e a noite 1 do evento é já esta madrugada!

Confesso-vos que, todas as semanas, a não ser que estejam repetidamente a acontecer coisas a um ritmo acelerado que me permitam ter temas para pelo menos 15 dias (como será o caso desta semana), é-me extremamente difícil arranjar pano para mangas para escrever este artigo, o que me deixa frustrado, porque é das coisas que mais me tem dado prazer fazer é partilhar os meus 32 (contando já com este) pontos de vista com vocês. E nesta Road to Wrestlemania não foi diferente.

Pode ter sido a falta de hype para o evento (compreensível, ninguém adivinha como é que havia de estar o mundo na altura da Wrestlemania) ou o sentimento geral que nem estávamos a caminho do Maior Evento do Ano… mas este ano senti um especial desinteresse para com o build do evento, tanto que se calhar queria ter-vos falado de mais coisas em relação a isso e não consegui, simplesmente (também, estive afastado nas primeiras três semanas porque estive isolado e não tinha cabeça para nada)…

Mas enfim, estamos em estado de regozijo total, todo o mundo do wrestling anda feliz e contente porque, de facto, este não é apenas um evento. É O EVENTO, PORRA!!

E no meu brainstorming rançoso para o artigo desta semana, eu pus-me a recordar todos os planos, todas as especulações, todas as notícias… misturei-as com as minhas expectativas, e resolvi apresentar-vos algumas coisas que gostava de ver acontecer neste fim-de-semana e na semana que vem, que como sabemos, também é propícia a muitas surpresas.

Sem mais nada a acrescentar, seguem algumas coisas que gostava de ver nesta Wrestlemania e/ou na semana que lhe segue. Vamos a isso!

The Man Comes Around!




Nunca uma música de country assentou tão bem numa entrada de um artigo de wrestling… Ou num wrestler específico, por assim dizer. Mas vocês já sabem a quem me refiro: The Man (será que devemos dizer The Mom?) Becky Lynch!

Posso admitir que sou um bocadinho tendencioso, porque a Becky está entre as minhas wrestlers preferidas e assim deverá continuar, mas ninguém criou mais laços genuínos com o público e causou tanto impacto como a irlandesa. 

Nem Charlotte Flair, nem Bayley (apesar de se estar a safar muito bem no papel de heel) e muito menos Sasha Banks. É vê-la entrar numa arena qualquer e o público lança-se num êxtase coletivo propício de quem encontrou uma nota de cem euros no meio da rua (sem falar no resto, tanto em ringue como no microfone)



E é precisamente por esse impacto e por essa ligação que Becky Lynch foi capaz de criar com o WWE Universe que seria um desperdício a WWE não apostar no seu regresso num evento que, ainda por cima, contará com público nas bancadas pela primeira vez num ano inteiro (embora em números reduzidos). Não só seria uma bela altura para um regresso há muito ansiado como o público ia ao sétimo céu assim que se ouvissem os primeiros acordes da sua theme song.

Ainda por cima ela lançou um teaser de um possível regresso no Instagram… Do que é que estão à espera?



 Io Shirai: O céu é o Main Roster


Sejamos honestos: Io Shirai foi uma das melhores wrestlers que já passou pela Women’s Division do NXT.

Pese embora o facto de não ser fluente em inglês (o que em muitos casos até acaba por ajudar, veja-se a Asuka, que nas promos que faz não precisa de ser muito fluente em inglês para cativar o público, basta ouvi-la apregoar japonês que uma pessoa fica logo de sorriso no rosto, tal não é a entrega e a energia que ela faz passar), Io Shirai tem tudo o que é preciso para vingar. Carisma, presença em ringue, e acima de tudo um arsenal capaz de deixar qualquer um de queixo caído.



Capaz de dar numa de Rey Mysterio e sacar um 619, ou de nos fazer lembrar dos spots arriscados de Jeff Hardy e de se atirar à maluca de um sítio qualquer (sempre com um alto grau de eficácia), Io Shirai é uma wrestler que desperta a nostalgia que há em mim e me transporta para aquela altura em que a WWE dava a hipótese aos seus wrestlers (especialmente os high-flyers) de colocarem tudo em cima da mesa e arriscar. 



Claro que as opções para ela no NXT ainda são umas quantas, mas com um reinado de quase um ano, e com defesas sempre consistentes contra adversárias de topo, a Io já fez tudo o que se lhe pedia na brand amarela. 

O problema é que, no Main Roster, wrestlers com o estilo dela muitas vezes só são usados para ocupar tempo e encher vagas de combates com muita gente, que raramente interessam… Se bem que outros nem a isso têm direito (*cof cof* Aleister Black, Ricochet, Andrade *cof cof*).

Rhea Ripley no topo do mundo


OK, admito, a primeira vez que a Rhea Ripley apareceu no RAW foi três vezes mais impactante do que esta (mas porque é que a WWE tem sempre que anunciar tudo?) mas esse impacto rapidamente se desvaneceu quando, no seu combate contra Charlotte Flair na última Wrestlemania, a australiana quase que foi obrigada a vergar-se perante uma Queen que já tem a carreira mais que feita e dificilmente fará melhor (por muito que custe à WWE admitir isso).

Desta vez, Rhea Ripley é a desafiante de uma Asuka cujo reinado não tem sido das coisas mais emocionantes dos últimos tempos. Mas a questão aqui é que a Asuka já conquistou um pouco de tudo (individual e coletivamente), e entrará na História como uma das grandes wrestlers femininas dos últimos tempos da WWE. A Rhea está apenas a começar.



E isto podia ser um argumento perfeito para aqueles que esperam ver a Asuka manter o título nesta Wrestlemania porque “ah e tal, a Rhea tem 24 anos, tem mais 20 anos de carreira pela frente, está só a começar”, mas a verdade é que não é um argumento tão eficaz como parece ser. Sim, a Rhea tem apenas 24 anos, e sim, tem mais 20-25 anos de carreira para fazer.

No entanto, em tão tenra idade, Ripley já foi NXT UK Women’s Champion e NXT Women’s Champion.  Para além disso, foi-lhe dada uma derrota na Wrestlemania do ano passado, derrota essa da qual ela não precisava absolutamente nada. 

Podemos ter 24, 30, 40 anos…, podemos até ser os melhores wrestlers do mundo atualmente, mas perder em duas edições consecutivas da Wrestlemania destrói a confiança e credibilidade de qualquer um. E o potencial da Rhea não merece ser arruinado numa idade tão jovem, e especialmente quando aos 24 anos ela já conquistou mais do que muitas que lá estão e são mais velhas do que ela.



Dividir o mal pelas aldeias



Este não é um desejo para uma semana (mas sim para os próximos anos), mas senti a necessidade de o colocar aqui porque esta “fórmula” tem resultado, e não vejo porque não possa continuar.

Tudo bem que a Wrestlemania é o pináculo do sports entertainment, tudo bem que é suposto reunir os melhores combates de toda a esfera WWE e que para isso muitas vezes é necessário que seja mais longa do que outros PPVs… Mas porra… Uma coisa é um PPV como a Wrestlemania ter 4-5 horas de duração quando um PPV normal tem cerca de 3-4 horas de duração por defeito, outra coisa é a Wrestlemania do ano X ter 5-6 horas de duração, e no ano a seguir ter 6-7, e no ano a seguir ter 7-8…

É que por muito que um fã de wrestling goste de ver wrestling no seu expoente máximo, já ninguém tem paciência para levar com quase meio dia de combates. O cérebro humano simplesmente não aguenta e acaba por cansar, e chega-se ao Main Event e já nem nos lembramos de metade do que aconteceu.

Eu falo por mim, muitas vezes não tenho oportunidade de ver PPV’s em direto, mas abdicar de uma boa noite de sono só para ver uma Wrestlemania que dura até à manhã do dia seguinte… para mim também não resulta.

Assim, dividia-se a Wrestlemania em 2 dias de 3 horas cada, e os fãs podiam desfrutar na mesma da ação sem ter de desperdiçar metade de um dia e sem ter de estar exaustivamente presentes para ver um evento com uns 14 combates… onde só sete são realmente importantes.

E vocês, o que gostavam de ver na Wrestlemania deste ano (ou na semana a seguir)? Acham que a WWE devia manter a Wrestlemania num modelo dividido por duas noites?

E assim termina mais uma edição dos Lucas Headquarters! Não se esqueçam de passar pela página do WN, deixar opiniões, sugerir futuros temas… o costume. Para a semana cá estarei com mais um artigo, onde vamos falar da nova NXT Women’s Champion, a Big Mami Cool Raquel González!

Peace and love, pessoal! Venha de lá a Wrestlemania! Até Sábado!



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