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Lucas Headquarters #30 – Exilados!

 


Ora boas-tardes, comadres e compadres! Como estão? Sejam bem-vindos a mais uma edição do “Lucas Headquarters” aqui no WrestlingNotícias! Então, como vai esse desconfinamento? Já aproveitaram para sair à rua, nem que seja só por quarto de hora? Aproveitem, vão dar uma voltinha, mas como se diz aqui no Alentejo, tenham tato, muito tato, olhem que o bicho ainda não abalou…

Falando em “abalar”, na última semana fomos surpreendidos por um pedido de demissão vindo de um wrestler que muita gente (myself included) vê como uma das grandes promessas da WWE. 

Esse gajo até começou por ter algum destaque, andou às turras com um dos melhores de sempre, quando Paul Heyman tomou conta do RAW ele era uma das figuras de proa (em quem o próprio Heyman depositava imensa confiança) mas que, assim que voltámos a ter mudanças na direção executiva dos programas, desapareceu para nunca mais ser visto, não lutando desde Outubro.

Já sabem de quem falo, não já? Andrade, pois claro.



Se o problema aqui fosse só o Andrade, estávamos nós mais descansados da vida, era sinal que a WWE até andava mais ou menos bem, tinha um roster unido, os wrestlers conseguiam ter algum destaque de forma diversificada e era tudo lindo e maravilhoso. 

“Era”, o que quer dizer que afinal não é. 

Não é por uma série de razões, que muitos de vós, que já andam nisto há tanto ou mais tempo do que eu, já devem conhecer de cor: Seja porque o Vince de repente se lembrou e já não quer saber do wrestler x, optando por dar tempo de antena a um gajo com quem a malta leva todas as santas semanas (normalmente, esse gajo nunca é nada de especial, comparado com o que vai substituir), ou simplesmente porque o próprio Vince inventa regras parvas que acabam por gerar discórdia.

Assim foi, por exemplo, com a regra das plataformas third-party (como o Twitch), que são não só um meio para que os wrestlers tenham contacto com os fãs de uma forma mais genuína e mais fora do kayfabe (esse conceito ainda existe? Asking for a friend) como também para que estes possam lucrar mais alguns centavos com os vídeos e streams que vão lançando e fazendo, caso usem a monetização.

A questão aqui é que Andrade foi afetado tanto pela perda de interesse de Vince nas suas capacidades, como pela regra das plataformas third-party, uma vez que isso lhe custou o despedimento de Zelina Vega, a sua on-screen valet, que era quem lhe safava as promos, porque Andrade, sendo mexicano e tendo o espanhol uma fonologia e fonética muito diferentes do inglês, não tem fluência nesta última língua, como bem sabemos.


Se fosse só o Andrade a estar “exilado”, por assim dizer, era um mal menor. Mas não é. E a lista de wrestlers que, nesta altura do campeonato, estão “exilados” da WWE não se conta pelos dez dedos que temos, porque nem esses chegam. Mas para não tornar esta edição muito maçadora para vocês, vou falar-vos apenas de dois casos que para mim, teriam fácil solução, dado o potencial que ainda têm: Aleister Black e Bo Dallas.


O caso de Aleister Black a mim custa-me horrores, porque é um wrestler que aprecio particularmente, quer pelo aspeto da gimmick (sou fã assumido de dark gimmicks), quer pelo visual e in-ring skill

E o “Dutch Destroyer” fez tanto sucesso no NXT, teve grandes feuds com nomes como Velveteen Dream (com quem produziu uma das melhores storylines e combates que já vi), Johnny Gargano e Tommaso Ciampa… e agora chega-se ao Main Roster, começa bem numa tag team com o Ricochet, mas passado algum tempo torna-se um heel, ataca o Kevin Owens e deixa de ser visto. Porque é que não o mandam de volta para o NXT? 



Ao Finn Bálor e a Ember Moon foi uma solução que lhes fez maravilhas. E ainda por cima com tanto talento que lá está… não o aproveitarem e deixarem-no à espera que acabe o contrato é só triste.




Bo Dallas já não é um wrestler que me caia assim tanto no goto, embora reconheça que aquela gimmick hipócrita e motivacional do Bolieve não lhe assentava assim tão mal, e a cena da Miztourage e da B-Team até lhe granjeou popularidade. Mas para este caso mais facilmente se arranja solução, sem precisarmos sequer do NXT.

É muito simples, na verdade: Já que a WWE tirou partido do noivado entre Becky Lynch e Seth Rollins há por aí dois anos (e falhou, mas isso é outra coisa), porque é que não tira partido da relação de sangue entre Bo Dallas e “The Fiend” Bray Wyatt? 



Como as coisas estão, não só o próprio Bo andava entretido e tinha algum destaque (já que a gimmick de Bray é bastante popular, mesmo com diferenças de opinião) como o próprio irmão, que já se viu que criativamente tem uma cabecinha de ouro, era bem capaz de lhe salvar a carreira e de lhe dar ali anos e anos de storylines em conjunto. Para além disso, se for verdade que o Bray tem 100% controlo criativo sob a sua personagem, mais fácil fica…

E vocês, o que acham que a WWE devia fazer com estes três “exilados”?

E assim termina mais uma edição do "Lucas Headquarters" aqui no WrestlingNotícias! Não se esqueçam de passar pela página do WN, deixar a vossa opinião nos comentários... e para a semana cá vos espero com mais um artigo.

Peace and love, e até para a semana!


2 comentários:

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