Lucas Headquarters #11 - And The Pirate Is Set To Sail
Ora
então boas tardes, comadres, compadres e avecs (que já estamos a entrar na
época deles)! Bem-vindos a mais uma edição do "Lucas Headquarters" aqui no WrestlingNotícias!
Como estão? A
derreter ao sol, imagino… E também imagino que já estavam com saudades do vosso
Alex, não era? VOLTEEEEEEEEEEEEEI! E sim, antes que me perguntem, a semana de
férias foi boa, deu para fazer quase tudo, mas senti-me só sem os meus fiéis
leitores. Faltava uma parte de mim…
Bom, na última
edição falei-vos do “The Fiend” Bray Wyatt, e na edição desta semana vou
continuar a falar-vos de superstars em específico. O que é que a Superstar
desta edição e o nosso “Mr. Rogers” têm em comum, you ask? Ambos merecem mais.
Diria até bastante mais. São bons wrestlers, são consensuais entre os fãs, mas
às vezes o booking estraga tudo.
Esta semana
venho falar-vos da “Pirate Princess” e uma das metades das Kabuki Warriors,
Kairi Sane!
Kairi Sane
(ou Kairi Hojo, para quem a acompanhava no período pré-WWE) tem tudo aquilo que
se pede numa wrestler da sua idade. Boas perspetivas de futuro, uma boa
dose de carisma e um move-set não menos bom. E a WWE pareceu ver tudo
isso nela, e por isso a contratou. Levou-a à glória, deu-lhe, com justiça, a
primeira edição do Mae Young Classic e fez dela NXT Women’s Champion.
No NXT, Kairi
Sane teve grandes feuds e colecionou grandes momentos. Provou tudo aquilo que
se dizia dela, e mais alguma coisa. Mas depois chegou o Main Roster e, como já
vem sendo habitual, a WWE borrou a pintura a seu respeito e emparelhou-a com Asuka.
E isso não foi de todo uma má decisão, mas fez com que o brilho de Kairi Sane ficasse ofuscado perante a experiência e o currículo de Main Roster que Asuka já apresentava na altura, causando a saída de Sane da WWE pela porta pequena (ou será melhor dizer minúscula?).
Consumada a saída da "Pirate Princess", a pergunta que está nas bocas de toda a gente é a seguinte:
O que faltou a Kairi Sane para brilhar na WWE?
Na minha
opinião, o que lhe faltou primeiro que tudo foi a oportunidade de brilhar a
solo. E sim, as Kabuki Warriors até foram uma ideia engraçada, tinham uma boa química
e tal e coiso, mas enquanto Asuka já tinha a sua carreira no Main Roster mais
que feita, ainda faltava a Kairi Sane uma oportunidade para brilhar, que não
chegou a ter.
Até podia ter sido Women's Champion pelo caminho ou não, e na verdade isso pouco interessava porque muitos dos grandes nomes de sempre da WWE não foram assim tão titulados quanto isso. Mas faltou-lhe a oportunidade de mostrar o que vale, de ouvir das bocas dos fãs "sim senhor, é uma grande lutadora, deu-nos grandes combates e grandes momentos" e ela era mais que merecedora disso.
Em vez de ter tido a oportunidade a que tinha direito, Sane foi parte de uma dupla em que a luz da ribalta estava quase sempre na parceira, que já tinha a sua carreira no Main Roster mais que feita e que sairá da WWE como um dos grandes nomes da História da sua Divisão Feminina. Não custava nada puxar um pouco pela Kairi, se agora estão dispostos a fazer isso com outros nomes como Big E...
Segundo,
um heel turn? A sério? Como se já não bastasse a falta de oportunidades
a solo e a luz da ribalta estar na parceira, ainda resolveram fazer com que as
Kabuki Warriors se tornassem heels. E eu não
sei quanto a vocês mas… eu quando olho para o que a Sane faz no ringue e para a
forma séria e ao mesmo tempo engraçada e carismática como encarna a sua gimmick,
eu não consigo odiá-la, da mesma forma que não consigo odiar a Becky Lynch ou o
Undertaker, por exemplo.
Há wrestlers
que são tão bons naquilo que fazem que a malta sente um carinho especial
por eles. E na WWE hoje em dia cada vez há mais – Kevin Owens, Randy Orton, Drew
McIntyre, Aleister Black, para além dos nomes já mencionados – pelo que se
torna cada vez mais difícil separar faces de heels.
E a Kairi é
uma face por natureza, penso que isso está mais que visto. Não há cá
atitudes forçadas nem sacrifícios para tentar parecer boazinha, aquilo sai-lhe
por instinto.
Sim, às
vezes é necessário desempenharmos um papel diferente para não estagnar a
personagens, mas há casos em que um turn acaba a não ter resultados, e
Kairi Sane é um desses casos.
E vocês, o que
acham que faltou à “Pirate Princess” para brilhar na WWE?
E assim chega
ao fim mais uma edição do “Lucas Headquarters” aqui no WrestlingNotícias! Não
se esqueçam de passar pela página do WN, de deixar a vossa opinião dos
comentários, de sugerir temas para o futuro, essa coisada toda. Vemo-nos na próxima
semana com mais um artigo!
Peace and love, pessoal!