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BOOM #2 - The Man's Man



Olá a todos e sejam bem-vindos à segunda edição do BOOM. Admito que não sabia que tema iria abordar nesta edição, mas após Becky Lynch anunciar que está grávida, decidi falar sobre o homem do Homem, Seth Rollins. 

Seth Rollins é uma das maiores estrelas da WWE. Tem sido assim desde o momento da sua estreia ao lado de Dean Ambrose e de Roman Reigns, nos The Shield. E começando precisamente pelos The Shield, apesar de se perceber que todos tinham enorme potencial, sempre existiu a ideia de que Rollins era o menos protegido dos três por parte da WWE. Rollins era e é sem dúvida o melhor wrestler dos três, mas comparado com Ambrose e sobretudo Reigns faltava-lhe a presença.



A verdade é os The Shield foram das melhores coisas que aconteceram na WWE, nos últimos anos, e deram-nos grandes combates, como aqueles contra a Wyatt Family ou contra os Evolution, mas o momento em que Rollins traiu os seus “irmãos” tornou-o uma estrela. 

A partir daí, vimos um Rollins diferente e, que aos poucos, se foi soltando e fazendo maravilhas ao lado da “Autoridade”. A sua rivalidade com Ambrose, após ter vencido o Money in the Bank, foi uma das melhores dos últimos anos com bons combates e muitos momentos memoráveis. 

Existia um verdadeiro ódio a Rollins, sobretudo devido ao fim dos The Shield, mas ao mesmo tempo era impossível negar o talento do mesmo. Recordo-me do combate contra John Cena e Brock Lesnar pelo título da WWE no Royal Rumble, onde Rollins deslumbrou tudo e todos. 

O momento mais alto de Rollins, nesta fase da sua carreira, foi o cash-in na WrestleMania 31, onde conquistou o seu primeiro título da WWE. Conseguiu ter um reinado decente que acabou abruptamente devido a uma grave lesão no joelho, que o obrigou a ser operado e a falhar a WrestleMania 32.



O tão aguardado regresso de Rollins foi no Extreme Rules, poucos meses depois, quando após um combate pelo título da WWE entre Reigns e AJ Styles, atacou o seu “ex-irmão”, recebendo um enorme pop. No entanto, no Raw do dia seguinte fez uma promo onde atacou os fãs confirmado assim o seu regresso como heel.

E, na minha opinião, este foi o primeiro grande erro da WWE com Seth Rollins. Após uma grave lesão era perfeitamente natural que os fãs estivessem do lado dele, a pessoa que ultrapassou todas as adversidades e regressou para recuperar o título que nunca perdeu. Um face turn teria sido o indicado e faria todo o sentido.

Rollins viria mesmo a tornar-se face uns meses depois, num combate pelo título Universal (que tinha sido deixado vago por Finn Bálor), quando foi atacado por Triple H. Os meses que se seguiram foram de transição e um pouco difíceis para Rollins, que na minha opinião demorou um pouco a habituar-se a esta nova faceta. Mas, aos poucos, Rollins foi ganhando o apoio do público e na altura da WrestleMania 33 todos vibraram com a sua vitória sobre Triple H.

A verdade é que apesar de muitos nunca terem gostado muito desta versão de Rollins, eu penso que ele fez um ótimo trabalho e desempenhou na perfeição o papel. Convém não esquecer as ovações que Rollins recebia sempre que ia a Inglaterra e ao Canadá. E também as que recebeu quando teve uma prestação fenomenal num combate Gauntlet uns dias antes do Elimination Chamber, quando venceu o título Intercontinental na WrestleMania, quando venceu o Royal Rumble e, sobretudo, quando derrotou Brock Lesnar pelo título Universal na WrestleMania.

E foi a partir deste momento que Rollins começou a perder a chama como face. Isto deveu-se a vários motivos, mas na minha opinião foi sobretudo devido ao booking que teve.

Vamos por partes. Ter Baron Corbin como primeiro adversário, após a conquista do título mais importante da companhia, não foi grande ajuda. Aliando essa rivalidade à da sua namorada Becky Lynch com Lacey Evans, a situação só piorou.

Pouco tempo depois de Rollins ter atingido o ponto mais alto da sua carreira, em vez de ser reconhecido como o “Homem”, foi a sua namorada que assim se autointitulou. Rollins foi denominado de The Man’s Man, o que nunca pode favorecer o campeão principal da empresa.



Vimos um Rollins apaixonado e sem qualquer vontade própria. Foi o início do fim desta versão. O ponto final deu-se por um colossal erro de booking, aliado a uns tweets menos bem conseguidos, quando a WWE decidiu colocar Rollins contra o superstar mais over do momento Bray Wyatt.

O combate de ambos no Hell in the Cell foi um dos combates mais estranhos de sempre, o que acabou por não ajudar ninguém. Em primeiro lugar, terminar um combate deste género, sem vencedor não fez qualquer sentido. Em segundo lugar, a personagem de Wyatt sofreu danos com o facto de não ter conseguido vencer o título. E por último, os fãs viraram-se de vez contra Rollins. A WWE tentou emendar o erro quando um mês depois Wyatt venceu o título.

Depois da perda do título, Rollins continuou como face por muito pouco tempo. Após o Survivor Series, Rollins foi até ao ringue onde fez um discurso no qual atacou todos os elementos do roster dizendo que eles não valiam nada e que cabia a ele salvar o Raw.

A partir daqui, vimos um Rollins que se considerava um Messias e que teve como objetivo tornar toda a gente crente. Chegou mesmo a recrutar discípulos como os AOP e Murphy. Rollins desempenhou muito bem este papel e fez algumas promos muito boas.

Acima de tudo, tornou esta personagem credível e tem existido uma evolução da mesma, ao longo destes últimos meses.



Desafiou Drew Mcintyre pelo título da WWE, com o pretexto de que Drew não teria de carregar o peso da empresa nas suas costas, que Rollins era a pessoa indicada para fazer isso. No momento da derrota, vimos um Rollins confuso, que aceitou cumprimentar o adversário, o que deixou no ar alguma mudança na personagem. Essa mudança confirmou-se no Raw seguinte quando Rollins deixou o papel de Messias confiante para alguém desesperado e que já não conseguia controlar as emoções. Exemplo disso foi o ataque sem misericórdia a Rey Mysterio.

Com isto espero ver um Rollins diferente, um Rollins mais agressivo. Isto que se está a passar com ele, é algo de muito importante, pois revela progressão e desenvolvimento de personagem, que se vai modificando com as diferentes situações que lhe vão sendo colocadas.

Confesso que já não me sentia tão interessado por Rollins desde que este venceu Brock Lesnar na WrestleMania, e isso é bom, pois demonstra que apesar de todos os erros cometidos, Rollins foi capaz de os ultrapassar e dar a volta à situação.

Espero que Rollins me continue a surpreender e a demonstrar a sua versatilidade, quer dentro do ringue, quer fora dele.


Até Breve!

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